Final do mês, eis que temos o Top 10 aqui no blog.
Como é fevereiro e em breve tem carnaval, achei que essas características que não se identificam muito com o meu ser foram de forte influência para a escolha do tema do Top 10! =P
Como muitos já sabem, é uma década que tenho pouco apresso e admiração. Acredito que o reflexo da situação do mundo tenha se refletido na música, ou seja, depressão e crise.
MAS como sempre existem exceções e aqueles que estão a frente do seu tempo, sempre enxergando a música não como um simples modismo, mas um movimento, temos nossos heróis na década.
Bom, eu posso descrever a década como o contraste as inovações da tecnologia da época, da ascensão do mundo digital, dos computadores e sintetizadores com o revival rock’n roll dos anos 60, seguindo aquela linha de pensamento que a cada década, a tendência é reviver os 20 anos anteriores que precederam a década em questão. E os anos 80 foi bem claro nesse ponto. Tivemos álbuns de regravações de clássicos do rock’n roll de artistas como John Lennon e Neil Young. Destacaria também a música Old Time Rock’n Roll do Bob Segar como uma indicação dessa tendência revival.
Eu destacarei nesse top 10, dez artistas que tiveram uma considerável diferenciação a todo modismo de “fascínio” pela tecnologia que se apresentava e que foram de grande importância para a década que estava por vir... Essa sim, década muito produtiva para a música!
A ordem dos artistas será por ordem cronológica da gravação das músicas que escolherei para ilustrar certos momentos da década, ficando a cada um o julgamento de posições nesse ranking.
Espero que gostem e até mais! \o
10 - Ozzy Osbourne – Crazy Train (1980)
O Senhor das trevas em carreira solo abriu o caminho para que o Heavy Metal surgissse com força. É a primeira faixa do primeiro álbum do Ozzy. Um clássico absoluto e com o lendário guitarrista Randy Rhoads.
09 - Queen – Under Pressure (1981)
Este que vos fala considera a maior parceria da década. Queen, a banda que despontou nos anos 70, junto com o cantor que fez vários hits da mesma década.
Música que demonstra o potencial no vocal de Freedy Mercury e um dueto que surgiu em uma Jam.
08 - U2 – Sunday Bloody Sunday (1983)
Música que demonstra parte das tensões e violência dessa década transtornada. Nessa letra, conta o episódio sangrento conhecido como Bloody Sunday.
07 - Van Halen – Jump (1984)
Essa é uma das músicas presentes na lista mais comuns nas listas dos anos 80. O maior hit da banda da banda que deu início a carreira de guitarristas virtuosos, o Van Halen conta com outros hits como Hot For Teacher e Pananma, do mesmo álbum chamado 1984.
06 - Metallica – Master of Puppets (1985)
Música pesada, rápida, suja e com uma letra sobre o controle que as drogas tem sobre uma pessoa. Essa é cara do trash metal feito pelo Metallica nos anos 80. O álbum homônimo ainda conta com o baixista Cliff Burton, que morreu em uma viagem de ônibus com a banda em 1986.
05 - The Cure – Just Like Heaven (1987)
O romantismo da letra dessa canção marcaram época, alcançando a vigésima nona posição de vendas no Reino Unido. Segundo o próprio Robert Smith, fala sobre uma viagem com sua então namorada para uma praia do sul da Inglaterra. Essa é outra música bem presente em listas dos anos 80.
04 - Sonic Youth – Teenage Riot (1988)
Foi o primeiro grande sucesso da banda, que acabou alimentando uma cena alternative que estava por surgir (inclusive o grunge).
03 - Faith no More – Epic (1988)
Apesar da música ter sido lançada apenas em 1990, ela foi gravada em 1988 e mostra o diferencial da banda perante toda cena vigente na música. Essa canção mistura rap, funk e metal, atingiu o top 10 de algumas paradas do mundo todo.
02 - INXS – Never Tear Us Apart (1988)
Uma Linda balada que conta com sintetizadores, pausas dramáticas, um lindo arranjo orquestrado e uma letra dramática sobre amor. É assim que posso descrever a canção da banda liderada por Michael Hutchence, que viria a ter uma morte misteriosa. Até hoje, Bono, grande amigo de Michael, acredita que não foi suicídio o fato que o levou a morte.
01 - Pixies – Here Comes Your Man (1989)
O maior sucesso da banda que influenciou o grande estouro de bandas alternativas do início dos anos 90 e um clássico que encerrava essa década tão difícil para a música (em especial, o rock). Finalmente, as bandas alternativas começavam aos poucos a conquistar um espaço, inclusive na MTV. A música começa com um acorde que lembra a música A Hard Day’s Night dos Beatles.
28 fevereiro 2011
09 fevereiro 2011
Cubos do cotidiano
Criei um pouco de coragem e larguei a preguiça de lado, por isso estou postando.
Ultimamente, os dias andam monótonos e sem novidades muito grandes na minha vida... As maiores novidades dizem a respeito aos meus amigos que estão partindo dessa pra uma melhor, ou seja, indo pra Europa.
Acho muito tri o pessoal aproveitando essas oportunidades e espero que eu possa fazer isso também. Ando pensando bastante nessa hipótese mais para o final do meu curso, ver se passo um tempo fora e aprendendo um pouco mais nesse tipo de vivência.
Por conseqüência dessa rotina, eu ando meio quieto, pensativo e meio sem vontade de estar em coisas muito movimentadas... Mas tudo isso do meu jeito, até porque segunda feira foi dia de basquete na redenção e foi muito bom novamente rever os bruxos e dar uma corrida... Espero que possamos repetir essa atividade no decorrer do resto do ano.
Estou aproveitando o tempo restante das férias para ler e ver filmes. Aceito sugestões de ambos, só não garanto que irei acatar em breve, a lista está bem grande já... Apesar que nesse quesito, os filmes tem uma certa vantagem, porque os filmes que eu tinha pra ver estão no computador que estragou devido a um raio que caiu esses dias e gerou uma descarga elétrica violenta... Agora estou na espera que se estenderá por bastante tempo até que a CEEE tome as devidas providências para pagar o conserto dele... ¬¬
Enfim, estou jogando junto com o Thiago Loko o Red Dead Redemption! MUITO afudê, o jogo se passa no final do século XIX início do século XX no oeste norte americano, passando por alguns episódios baseados na tumultuada relação da época com o México. O jogo cheio dos clichês, mas muito legal. A jogabilidade lembra bastante o GTA, inclusive a interação com os elementos que o jogo possui.
E sobre música, andei meio sem muita vontade de ouvir nada... Até que, como misticamente acontece com assuntos relacionados a música, me deu uma vontade de ouvir Yo La Tengo e estou aí, bem louco ouvindo um veneninho deles! 8D
Acho que é isso por enquanto, o blog está atualizado, aguardo ansiosamente o começo das aulas, estou lendo livros, vendo filmes, entediado com a rotina, com vontade de conversar sobre a vida com os amigos, não muito afim de muito agito, saudades da Modernage e pensando no próximo semestre...
Abração! \o
Sugarcube - Yo La Tengo
whatever you want from me
whatever you want I'll do
try to squeeze a drop of blood
from a sugarcube
try to be more assured
try to be more right there
try to be less uptight
try to be more aware
whatever you want from me
is what I want to do for you
sweeter than a drop of blood
from a sugarcube
and though I like to act the part of being tough
I crumble like a sugarcube
for you
whatever you want from me
whatever you want I'll do
and I will try
whatever you want from me
whatever you want I'll do
try to squeeze a drop of blood
squeeze a drop of blood from a sugarcube
Ultimamente, os dias andam monótonos e sem novidades muito grandes na minha vida... As maiores novidades dizem a respeito aos meus amigos que estão partindo dessa pra uma melhor, ou seja, indo pra Europa.
Acho muito tri o pessoal aproveitando essas oportunidades e espero que eu possa fazer isso também. Ando pensando bastante nessa hipótese mais para o final do meu curso, ver se passo um tempo fora e aprendendo um pouco mais nesse tipo de vivência.
Por conseqüência dessa rotina, eu ando meio quieto, pensativo e meio sem vontade de estar em coisas muito movimentadas... Mas tudo isso do meu jeito, até porque segunda feira foi dia de basquete na redenção e foi muito bom novamente rever os bruxos e dar uma corrida... Espero que possamos repetir essa atividade no decorrer do resto do ano.
Estou aproveitando o tempo restante das férias para ler e ver filmes. Aceito sugestões de ambos, só não garanto que irei acatar em breve, a lista está bem grande já... Apesar que nesse quesito, os filmes tem uma certa vantagem, porque os filmes que eu tinha pra ver estão no computador que estragou devido a um raio que caiu esses dias e gerou uma descarga elétrica violenta... Agora estou na espera que se estenderá por bastante tempo até que a CEEE tome as devidas providências para pagar o conserto dele... ¬¬
Enfim, estou jogando junto com o Thiago Loko o Red Dead Redemption! MUITO afudê, o jogo se passa no final do século XIX início do século XX no oeste norte americano, passando por alguns episódios baseados na tumultuada relação da época com o México. O jogo cheio dos clichês, mas muito legal. A jogabilidade lembra bastante o GTA, inclusive a interação com os elementos que o jogo possui.
E sobre música, andei meio sem muita vontade de ouvir nada... Até que, como misticamente acontece com assuntos relacionados a música, me deu uma vontade de ouvir Yo La Tengo e estou aí, bem louco ouvindo um veneninho deles! 8D
Acho que é isso por enquanto, o blog está atualizado, aguardo ansiosamente o começo das aulas, estou lendo livros, vendo filmes, entediado com a rotina, com vontade de conversar sobre a vida com os amigos, não muito afim de muito agito, saudades da Modernage e pensando no próximo semestre...
Abração! \o
Sugarcube - Yo La Tengo
whatever you want from me
whatever you want I'll do
try to squeeze a drop of blood
from a sugarcube
try to be more assured
try to be more right there
try to be less uptight
try to be more aware
whatever you want from me
is what I want to do for you
sweeter than a drop of blood
from a sugarcube
and though I like to act the part of being tough
I crumble like a sugarcube
for you
whatever you want from me
whatever you want I'll do
and I will try
whatever you want from me
whatever you want I'll do
try to squeeze a drop of blood
squeeze a drop of blood from a sugarcube
24 janeiro 2011
Top 10 - Melhores álbuns de 2010
Bueno, estamos aí!
E começamos o ano de 2011 falando sobre o que aconteceu em 2010 na música.
Acredito que o ano foi produtivo musicalmente, principalmente para o Brasil. O VMB desse ano indicou uma banda de Porto Alegre concorrendo na Aposta MTV, assim como várias listas indicaram o álbum do Superguidis estando entre os melhores álbuns do ano.
Enquanto fazia a lista, notei uma certa facilidade em fazer a parte dos álbuns nacionais, já os internacionais ficaram mais complicados. Isso mostra pra mim que o cenário da música como um todo anda em uma fase de crise criativa, mas o Brasil está superando seus limites nesse quesito. Essa é a minha visão.
Muita coisa pode melhorar no cenário musical nacional, mas passos importantes foram dados. Espero que 2011 nos aguarde com ótimas novidades na música! =D
Bom, vamos aos critérios: tentei escolher os álbuns que se destacaram no ano, seja dentro de um contexto mais limitado, abrangente ou mesmo dentro da sua própria carreira musical, tendo uma importância em inovação ou crescimento musicalmente falando.
A lista conta com 5 artistas nacionais e 5 internacionais. Dessa vez, colocarei uma ordem na qual considero o álbum importante dentro dos meus critérios mesmo. Espero que discordem, concordem, opinem e comentem!
Até a próxima postagem! \o
10 - Ringo Starr – Y Not
Ringo Starr, eterno Beatles e tem sido conciso nas suas obras dessa década, com muitas participações em seus álbuns, como artistas contemporâneos como Joss Stone e Ben Harper, como vemos nesse álbum.
O álbum ainda conta com uma parceria com seu ex companheiro de banda, Paul McCartney, em uma faixa meio morna, mas que vale a citação.
O destaque do álbum fica por conta de Peace Dream, que conta com o baixo de Paul McCartney e citação na letra uma frase de John Lennon.
9 - Cartolas – Quase Certeza Absoluta
Foi um álbum que demonstrou um crescimento musical maior da banda em relação ao seu álbum anterior, contando com faixas que mostram uma identidade para a banda.O maior destaque fica para a faixa falsidade ideológica, onde a banda de Porto Alegre consegue fazer uma composição bem diferente do que estava acostumada a compor, mas ao mesmo tempo mostrando suas características musicais.
8 - Hanson – Shout it Out
O oitavo álbum dos garotos de Tulsa, que desde seu rompimento com a gravadora, que se sucedeu pela conquista do primeiro lugar do álbum mais vendido do ano (2004), a banda demonstra que o rompimento com a gravadora só fez bem. O álbum foi lançado no meio do ano e a faixa que usaram para single é Thinking ‘Bout Something que conta com um videoclipe com a ilustre participação de Weird Al Yankovic.
O álbum também conta com letras mais profundas, como já era tendência no álbum anterior de 2007, como a faixa These Walls, mas que contrasta com faixas animadas como Give a Little e músicas mais calmas, como suas canções do início da carreira como a faixa que encerra o álbum chamada Me, Myself and I.
7 - Vitor Ramil – Delibab
Vitor Ramil tem por essência a milonga. Mas a característica mais intrigante da musicalidade que esse artista de Pelotas nos mostra é o vazio, o longe, o infinito. Dessa vertente da milonga que Vitor Ramil bebe.
Mais uma vez, assim como em Ramilonga, vemos a influência dos pampas na música dele.
Vemos uma nova versão para Deixando o Pago, na qual ele mantém a essência da música mas adiciona novos elementos na voz.
Recomendado para todos aqueles que se perdem no infinito universo da música de Vitor Ramil.
6 - Angela Aki – Life
Japonesa, com ascendência italo-americana, faz o seu lançamento (após um longo período apenas com o single que precedia o álbum) em grande estilo.
Foi o álbum da discografia da cantora que teve mais a cara do que ela queria para a sua carreira: bastante letras em Inglês, projetando uma carreira mais internacional. Mas tudo soando com uma naturalidade incrível e arranjos que são feitos com uma sensibilidade indescritível.
Um dos destaques da faixa é Mad Scientist, que contém uma forte influência da pianista e cantora russa Regina Spektor (que por sinal, esteve presente no festival SWU), além da letra totalmente em inglês. Outra faixa de destaque é Ai to Bansokou, que conta com um arranjo de orquestra simples mas feito com uma grande sintonia com a letra da música e o piano, carro chefe da maioria das músicas da cantora. Aliás, falando em piano, esse álbum conta com a música Kagayaku Hito que Angela Aki toca violão.
Indicado para todos que gostam de uma voz feminina, belos arranjos de piano e orquestra, assim como apreciadores da música japonesa.
05 - Marcelo Jeneci – Feito pra acabar
Marcelo Jeneci fazia parte da banda de Chico César, então já temos uma indicação do talento do rapaz. Nesse seu disco de estréia, ele mistura muitos elementos usados na música popular, assim como no rock alternativo, principalmente nos arranjos de teclado e nas linhas de guitarra.
Gaiteiro (ou sanfoneiro como chamam no resto desse Brasil Varonil), o tímido rapaz faz parceria nos vocais com Laura Lavieri, que dão todo um clima diferente para as canções.
O grande destaque do álbum é a faixa Felicidade, feita em parceria com Chico César, com uma letra muito poética que se encaixa perfeitamente com a música.
4 – Neil Young – Le Noise
O velho Neil Young nos mostra que a inovação faz parte do seu cotidiano. Em uma proposta muito diferente do restante de sua carreira, o velho canadense grava um álbum apenas com violões e guitarras, sem banda de apoio ou qualquer outro tipo de aparato. É dentro de um contexto de se reinventar que Neil Young demonstra o motivo de ser considerado um mestre para muitos artistas em todo mundo.
O destaque, que sintetiza o elo que liga essa nova proposta com a sua antiga carreira, fica por conta de Love and War.
Considerado por muitas revistas e sites especializados como um dos melhores álbuns do ano.
3 - Apanhador Só – Apanhador Só
Destacados por fazer parte da categoria Aposta MTV no VMB, os guris conseguiram impressionar com a qualidade da gravação do seu CD, que já contava com singles de grande qualidade, mas mesmo assim, conseguiram a superação.
Após algumas mudanças de membros na banda, agora com uma formação mais “banda de rock”, o CD conta com faixas que mostram influências de samba, de Tom Zé e mesmo que sendo negado pela própria banda, Los Hermanos. Longe de não ter criatividade nas faixas, demonstram muito bem a cara da banda em suas músicas.
A abertura do CD fica como destaque: Um Rei e o Zé mostram uma gama de variações de clima durante a faixa.
Indicado para quem gosta de música brasileira e de rock.
2 – Eric Clapton – Clapton
O Clapton segue a mesma linha de se tornar um Senhor que o Neil Young passa, com a diferença que ele faz um estilo “Back to the Roots” no seu álbum, buscando uma sonoridade dos primórdios do Blues, lembrando um pouco o pai do blues, Robert Johnson.
Com um álbum de apenas uma composição de própria autoria, Eric Clapton segue em turnê pelo mundo, tocando músicas de toda a sua carreira, o destaque do álbum fica com Rocking Chair, que tem uma levada mais lenta, lembrando uma mistura de blues com o jazz contemporâneo da Diana Krall e Jamie Cullum.
1 – Superguidis – Superguidis (2010)
Há muito tempo não se ouvia um álbum de rock no Brasil com tanta personalidade e tão coeso.
A grande revelação do rock no Brasil, com fortes influências do rock dos anos 90, a banda chegou a “maturidade” com esse CD. As letras mais sérias e reflexivas. E músicas mais pesadas e riffs rápidos.
Todo o álbum simboliza uma homenagem a grandes ícones do rock, incluindo número de faixas, capa do álbum, citações em letras, etc...
O primeiro álbum da banda que conta com arranjos de cordas. Destaque para as faixas Fã-Clube Adolescente, Visão Além do Alcance e As Camisetas.
O maior mérito da banda é trazer influências na sonoridade até então pouco explorada aqui no país. Talvez seja essa a fórmula para soar tão bem e tão novo aos ouvidos de todos.
E começamos o ano de 2011 falando sobre o que aconteceu em 2010 na música.
Acredito que o ano foi produtivo musicalmente, principalmente para o Brasil. O VMB desse ano indicou uma banda de Porto Alegre concorrendo na Aposta MTV, assim como várias listas indicaram o álbum do Superguidis estando entre os melhores álbuns do ano.
Enquanto fazia a lista, notei uma certa facilidade em fazer a parte dos álbuns nacionais, já os internacionais ficaram mais complicados. Isso mostra pra mim que o cenário da música como um todo anda em uma fase de crise criativa, mas o Brasil está superando seus limites nesse quesito. Essa é a minha visão.
Muita coisa pode melhorar no cenário musical nacional, mas passos importantes foram dados. Espero que 2011 nos aguarde com ótimas novidades na música! =D
Bom, vamos aos critérios: tentei escolher os álbuns que se destacaram no ano, seja dentro de um contexto mais limitado, abrangente ou mesmo dentro da sua própria carreira musical, tendo uma importância em inovação ou crescimento musicalmente falando.
A lista conta com 5 artistas nacionais e 5 internacionais. Dessa vez, colocarei uma ordem na qual considero o álbum importante dentro dos meus critérios mesmo. Espero que discordem, concordem, opinem e comentem!
Até a próxima postagem! \o
10 - Ringo Starr – Y Not
Ringo Starr, eterno Beatles e tem sido conciso nas suas obras dessa década, com muitas participações em seus álbuns, como artistas contemporâneos como Joss Stone e Ben Harper, como vemos nesse álbum.
O álbum ainda conta com uma parceria com seu ex companheiro de banda, Paul McCartney, em uma faixa meio morna, mas que vale a citação.
O destaque do álbum fica por conta de Peace Dream, que conta com o baixo de Paul McCartney e citação na letra uma frase de John Lennon.
9 - Cartolas – Quase Certeza Absoluta
Foi um álbum que demonstrou um crescimento musical maior da banda em relação ao seu álbum anterior, contando com faixas que mostram uma identidade para a banda.O maior destaque fica para a faixa falsidade ideológica, onde a banda de Porto Alegre consegue fazer uma composição bem diferente do que estava acostumada a compor, mas ao mesmo tempo mostrando suas características musicais.
8 - Hanson – Shout it Out
O oitavo álbum dos garotos de Tulsa, que desde seu rompimento com a gravadora, que se sucedeu pela conquista do primeiro lugar do álbum mais vendido do ano (2004), a banda demonstra que o rompimento com a gravadora só fez bem. O álbum foi lançado no meio do ano e a faixa que usaram para single é Thinking ‘Bout Something que conta com um videoclipe com a ilustre participação de Weird Al Yankovic.
O álbum também conta com letras mais profundas, como já era tendência no álbum anterior de 2007, como a faixa These Walls, mas que contrasta com faixas animadas como Give a Little e músicas mais calmas, como suas canções do início da carreira como a faixa que encerra o álbum chamada Me, Myself and I.
7 - Vitor Ramil – Delibab
Vitor Ramil tem por essência a milonga. Mas a característica mais intrigante da musicalidade que esse artista de Pelotas nos mostra é o vazio, o longe, o infinito. Dessa vertente da milonga que Vitor Ramil bebe.
Mais uma vez, assim como em Ramilonga, vemos a influência dos pampas na música dele.
Vemos uma nova versão para Deixando o Pago, na qual ele mantém a essência da música mas adiciona novos elementos na voz.
Recomendado para todos aqueles que se perdem no infinito universo da música de Vitor Ramil.
6 - Angela Aki – Life
Japonesa, com ascendência italo-americana, faz o seu lançamento (após um longo período apenas com o single que precedia o álbum) em grande estilo.
Foi o álbum da discografia da cantora que teve mais a cara do que ela queria para a sua carreira: bastante letras em Inglês, projetando uma carreira mais internacional. Mas tudo soando com uma naturalidade incrível e arranjos que são feitos com uma sensibilidade indescritível.
Um dos destaques da faixa é Mad Scientist, que contém uma forte influência da pianista e cantora russa Regina Spektor (que por sinal, esteve presente no festival SWU), além da letra totalmente em inglês. Outra faixa de destaque é Ai to Bansokou, que conta com um arranjo de orquestra simples mas feito com uma grande sintonia com a letra da música e o piano, carro chefe da maioria das músicas da cantora. Aliás, falando em piano, esse álbum conta com a música Kagayaku Hito que Angela Aki toca violão.
Indicado para todos que gostam de uma voz feminina, belos arranjos de piano e orquestra, assim como apreciadores da música japonesa.
05 - Marcelo Jeneci – Feito pra acabar
Marcelo Jeneci fazia parte da banda de Chico César, então já temos uma indicação do talento do rapaz. Nesse seu disco de estréia, ele mistura muitos elementos usados na música popular, assim como no rock alternativo, principalmente nos arranjos de teclado e nas linhas de guitarra.
Gaiteiro (ou sanfoneiro como chamam no resto desse Brasil Varonil), o tímido rapaz faz parceria nos vocais com Laura Lavieri, que dão todo um clima diferente para as canções.
O grande destaque do álbum é a faixa Felicidade, feita em parceria com Chico César, com uma letra muito poética que se encaixa perfeitamente com a música.
4 – Neil Young – Le Noise
O velho Neil Young nos mostra que a inovação faz parte do seu cotidiano. Em uma proposta muito diferente do restante de sua carreira, o velho canadense grava um álbum apenas com violões e guitarras, sem banda de apoio ou qualquer outro tipo de aparato. É dentro de um contexto de se reinventar que Neil Young demonstra o motivo de ser considerado um mestre para muitos artistas em todo mundo.
O destaque, que sintetiza o elo que liga essa nova proposta com a sua antiga carreira, fica por conta de Love and War.
Considerado por muitas revistas e sites especializados como um dos melhores álbuns do ano.
3 - Apanhador Só – Apanhador Só
Destacados por fazer parte da categoria Aposta MTV no VMB, os guris conseguiram impressionar com a qualidade da gravação do seu CD, que já contava com singles de grande qualidade, mas mesmo assim, conseguiram a superação.
Após algumas mudanças de membros na banda, agora com uma formação mais “banda de rock”, o CD conta com faixas que mostram influências de samba, de Tom Zé e mesmo que sendo negado pela própria banda, Los Hermanos. Longe de não ter criatividade nas faixas, demonstram muito bem a cara da banda em suas músicas.
A abertura do CD fica como destaque: Um Rei e o Zé mostram uma gama de variações de clima durante a faixa.
Indicado para quem gosta de música brasileira e de rock.
2 – Eric Clapton – Clapton
O Clapton segue a mesma linha de se tornar um Senhor que o Neil Young passa, com a diferença que ele faz um estilo “Back to the Roots” no seu álbum, buscando uma sonoridade dos primórdios do Blues, lembrando um pouco o pai do blues, Robert Johnson.
Com um álbum de apenas uma composição de própria autoria, Eric Clapton segue em turnê pelo mundo, tocando músicas de toda a sua carreira, o destaque do álbum fica com Rocking Chair, que tem uma levada mais lenta, lembrando uma mistura de blues com o jazz contemporâneo da Diana Krall e Jamie Cullum.
1 – Superguidis – Superguidis (2010)
Há muito tempo não se ouvia um álbum de rock no Brasil com tanta personalidade e tão coeso.
A grande revelação do rock no Brasil, com fortes influências do rock dos anos 90, a banda chegou a “maturidade” com esse CD. As letras mais sérias e reflexivas. E músicas mais pesadas e riffs rápidos.
Todo o álbum simboliza uma homenagem a grandes ícones do rock, incluindo número de faixas, capa do álbum, citações em letras, etc...
O primeiro álbum da banda que conta com arranjos de cordas. Destaque para as faixas Fã-Clube Adolescente, Visão Além do Alcance e As Camisetas.
O maior mérito da banda é trazer influências na sonoridade até então pouco explorada aqui no país. Talvez seja essa a fórmula para soar tão bem e tão novo aos ouvidos de todos.
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